Luta pela vida
Estamos compartilhando esse texto escrito por Edson e Márcia Suzuki da ATINI, Voz pela Vida.
Amigos das crianças indígenas, muita gente tem juntado sua voz à voz das mães indígenas de nosso país. Gente de todos os lados, dentro e fora do Brasil, têm participado. O grito pela vida, que antes era o grito solitário de uma mãe indígena da tribo suruwaha, passou a ser multiplicado centenas, milhares de vezes, a medida que pessoas como você entendiam a luta e passavam a ser tambem ATINI - uma voz. Milhares de manifestações de apoio ao projeto de lei chegaram, de várias partes do Brasil e do mundo. Em pelo menos dez cidades a sociedade saiu às ruas para manifestar apoio à causa da crianças indígenas. Resultado - a relatora do projeto teve que reconhecer que o assunto era importante e e desengavetar o projeto (apesar de ter apresentado uma proposta substitutiva fraquíssima). Agora o projeto de lei vai ser votado e a Comissão de Direitos Humanos terá que decidir qual o melhor texto - se o original, se o substitutivo, ou se há alguma outra proposta conciliadora. A Lei Muwaji estará provavelmente na pauta novamente no mês de outubro. Enquanto isso, líderes indígenas estão se organizando para lutar pela vida. Indígenas das etnias Ticuna, Kaiwa, Tucano, Kamayurá, Terena e Bakairi criaram o Movimento Indígena a favor da Vida e estão elaborando um documento e uma grande manifestação em Brasília na semana da criança, em outubro. O blog do movimento é www.movimentoindigenaafavordavida.blogspot.com e eles estão preparando uma proposta para ser entregue na Comissão de Direitos Humanos. Na primeira semana de setembro, cerca de 2000 indígenas estarão reunidos em Manaus por causa do CONPLEI, e esses líderes pretendem conseguir centenas de adesões ao movimento. Além disso, na semana passada foi aprovada no Congresso Nacional a nova Lei de Adoção. É uma conquista de anos do movimento a favor dos direitos das crianças. A surpresa é que alguns deputados, certamente sensibilizados pela grande campanha que tem sido feita a favor da vida das crianças indígenas, fizeram questão de garantir que elas fossem contempladas pela nova lei de adoção. (mais…)
















ou 






Em minha igreja local atuo na liderança do ministério de adolescentes e jovens. Somos um grupo de líderes que sonha em ver esses meninos e meninas servindo ao Senhor com uma vida santa e sendo exemplo para outros, mas para isso existe muito trabalho e perseverança. Em uma de nossas reuniões muitos deles manifestaram o desejo de serem mais diligentes e obedecerem ao Senhor, expressando suas falhas e luta contra o pecado. Porém, quando questionados e incentivados a serem exemplo no procedimento o que mais ouvimos foi: “Ah, sei lá. A gente sabe o que é certo, mas na hora de fazer…” Ou seja, sabem, dizem que querem mudar, mas não existe uma postura efetiva. O discurso totalmente contraditório à prática. Infelizmente isso confirma uma tendência que foi apontada em uma pesquisa recente do IBOPE Inteligência, apontando assuntos referentes a valores e comportamentos.
Fico pensando: Qual o valor de uma criança? O que realmente importa no Ministério Infantil de uma igreja? Às vezes, as atitudes de pastores e líderes, com relação à vida de uma criança, dependem da maneira como cada um deles as vê dentro do Corpo de Cristo. Criança dá trabalho porque atrapalha o culto? Uma criança ocupa o lugar de um adulto no banco? O Ministério Infantil existe para sanar estas dificuldades, ou para edificar a vida das crianças ensinando no caminho em que devem andar?
Vi uma notícia que foi veiculada há um mês, em um site sobre educação, que muito me chamou a atenção. Chamou-me a atenção por dois motivos: Primeiro pela gravidade e segundo pela pouca ou quase falta de manifestação da Igreja Evangélica. O Ministério da Saúde em conjunto com o Governo Federal irão distribuir 400 máquinas de camisinhas em escolas que fazem parte do programa Saúde e Prevenção nas Escolas. Com essa medida, pretendem diminuir o número de doenças sexualmente transmissíveis e prevenir a gravidez indesejada entre adolescentes e jovens. Essa é a forma do Governo educar nossos jovens e adolescentes, também incentivando-os à prática do sexo fora do casamento; agora, e a Igreja? Onde ela aparece?