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Adolescentes perseguidos por causa da fé

O documento a seguir é o resultado do esforço dos participantes do encontro de Resistência Evangélica.

Nós, evangélicos e cidadãos brasileiros, reunidos em Santo André – SP, no dia 14 de novembro de 2012, das 8:00 às 13:00 horas, analisamos as notícias veiculadas recentemente sobre o caso de perseguição religiosa que ocorreu no sistema público de ensino em Manaus durante os últimos meses e culminou durante uma feira cultural na Escola Estadual Senador João Bosco de Ramos Lima, quando professores, a direção e posteriormente a SEDUC perseguiram estudantes evangélicos por causa de sua fé.

Consta das informações veiculadas largamente pelos meios de comunicação e redes sociais, excluindo-se partidarismos, que a escola propôs um projeto interdisciplinar para atender às disposições das leis 10.639 de 2003 e 11.645 de 2008, de preservação da identidade étnico-cultural nacional. O projeto incluía a leitura de obras da literatura brasileira, destacadamente Jubiabá de Jorge Amado, a partir do que os alunos deveriam apresentar as contribuições dos afrodescendentes para a cultura e sociedade.

Ocorre que a maioria das obras propostas e Jorge Amado em particular, promovem a religião de uma minoria de afrodescendentes. Os alunos deveriam então cooperar para a divulgação dessa religião em detrimento de sua própria, o que se recusaram a fazer, solicitando com antecedência uma alternativa em que coubesse sua liberdade de consciência e de expressão. A escola ignorou os apelos.

Chegada a feira cultural em que a produção dos alunos deveria ser apresentada, o grupo formado por adolescentes evangélicos apresentou um trabalho sobre missões evangélicas na África como substitutivo. A escola os ignorou e depois, apoiando-se em organizações de posturas particulares (Direitos Humanos de Lésbicas, Gays etc., Movimento Religioso de Matriz Africana, Comissão de Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB e Marcha Mundial das Mulheres) e aproveitando-se da ausência de seus pais, os ameaçou politicamente, pressionou emocionalmente e puniu covardemente. Eis a análise que fazemos dos fatos.

Por força da lei
As leis 10.639 e 11.645 alteraram a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, incluindo dois artigos que impõe o ensino da história e cultura afro-brasileira e ameríndia. Tais leis deixam pendente a questão da religião, uma vez que aspectos religiosos fazem parte da cultura. Porém, o ensino religioso é regulamentado por artigo especifico da referida LDB, o artigo 33. Considerando isso, o atendimento às leis de exceção que privilegiam os dois grupos étnicos não poderia incluir o ensino de religião de matriz africana e, principalmente os alunos não poderiam ser obrigados a aprender sobre tais religiões, já que o ensino religioso é facultativo.

Além disso, devemos discutir os princípios básicos que originaram essas leis. As chamadas políticas afirmativas, em seu destrutivo movimento de pêndulo, são discutíveis como medidas de justiça, como também o são os postulados antropológicos em que se basearam, particularmente a classificação de raças. Discutíveis desde os princípios, tais leis devem ser remetidas à sociedade para revisão. Os eventos em Manaus apenas confirmam, pelo prejuízo social que causam, que são equivocadas.

Religião e cultura
As definições de cultura não desassociam a religião. Rituais, valores e cosmovisão das religiões impregnam a cultura. Por outro lado, a fé, mesmo quando ausente, é essencialmente apologética. O crer se opõe ao que não crer. Portanto a diversidade em um ambiente plural está obrigada a admitir o diálogo e o contraditório, não significando isso intolerância ou violência.

A obra literária de Jorge Amado é claramente promocional das crenças de uma minoria entre os afrodescendentes no Brasil, peculiarmente do candomblé. Ao determinar a ficção Jubiabá como texto básico para a atividade escolar sobre identidade étnico-cultural e, ao mesmo tempo, impedir o diálogo e o contraditório sobre o tema, a escola claramente transgrediu os limites da função educacional e se posicionou como máquina de doutrinação partidária.

Outro fato marcante é a ignorância de fundo político da dinâmica religiosa dos afro-descentes. A grande maioria abandonou a religiosidade de antepassados, para abraçar o cristianismo. Os alunos evangélicos representam a opção religiosa atual da maioria da população afro-brasileira. Por outro lado o cristianismo é significativo e está em franco desenvolvimento em todos os países que ofereceram a nossa matriz cultural africana. Ao falar de raízes étnico-culturais foi desonesto e desrespeitoso ignorar estes fatos que os adolescentes fizeram bem em evidenciar.

Tolerância e pluralidade
O uso exaustivo do termo ‘intolerância’ está esvaziando seu significado. Um dos aspectos da tolerância é  ‘permitir o livre exercício de crenças ou cultos religiosos’, é também ‘o direito que se reconhece aos outros de terem opiniões diferentes ou até diametralmente opostas’ Michaelis. As mesmas instituições e pessoas que acusam os evangélicos de intolerância, nesse caso, são aquelas que impediram ou celebraram o impedimento do livre exercício da crença e a manutenção de opinião diferente dos adolescentes evangélicos.

A mídia foi frequentemente tendenciosa ao apresentar o tema. O portal g1.globo.com por exemplo, grafou ‘evangélicos se recusam…’ , um jornal gaúcho disse que os estudantes ‘alegaram’ e, junto com muitos outros, quiseram fixar uma imagem de intolerância e irracionalidade em pessoas que estão lutando por seus direitos. A escola, por sua vez, não negociou a questão apresentada com antecedência e acusou os alunos de desrespeitarem as normas e o plano de ensino, ignorando a importância do debate de ideias e da livre expressão em liberdade de consciência. Impôs-se religião a título de cultura, não importando quão clássicos sejam os livros que determinou. Não ouviu os argumentos contraditórios.

A escola procurou ainda justificar seu erro cercando-se de militantes de posturas particulares (Direitos Humanos de Lésbicas, Gays etc., Movimento Religioso de Matriz Africana, Comissão de Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB e Marcha Mundial das Mulheres)  que assaltaram o espaço escolar e pressionaram os alunos, enquanto os pais eram alienados e impedidos de participar. Tal atitude se revelou truculenta, irresponsável e sem compromisso com a qualidade da educação, com a democracia ou com a civilidade.

Democracia e liberdade
Se a proposta de atividade para a Feira Cultural estivesse dentro de princípios de democracia e liberdade de expressão, respeitaria a pluralidade que também pode ser divergente. Se, a título de divulgar a cultura afro-brasileira, a autoridade escolar restringe a liberdade de expressão dos alunos, forçando-os à promoção de aspectos contrários à sua fé e interpretação, extingue a possibilidade de diálogo e de debate, símbolos da democracia.

A mídia, no exercício da liberdade de imprensa, supostamente a serviço da democracia, deveria se aplicar à investigação e divulgação de informações completas, sem pretensões particulares. Não foi isso que se viu, mas o alinhamento ao poder. A mesma mídia que reclama a liberdade de imprensa e se alardeia equilibrada e neutra, apresentou os adolescentes como suspeitos ou culpados, ao passo que à escola, Secretaria de Educação e entidades de posturas particulares como se fossem mais dignas de crédito. O preconceito religioso foi tangível na maioria dos textos.

Os alunos nunca se recusaram a estudar e produzir sobre as raízes étnico-culturais de nosso povo, mas, com razão, se recusaram a se deixarem doutrinar por outra proposta religiosa e exigiram que sua própria identidade cultural fosse incluída. É vergonhoso que escola, governo, ONGs e mídia tenham se unido para impingir-lhes a pecha de intolerantes, quando na verdade eles mesmos é que foram vítimas de intolerância.

Participação da Família e Igreja
É louvável a atitude dos alunos em compartilharem com os pais e a igreja a imposição que sofreram do conteúdo religioso divergente na escola. É louvável a atitude dos pais e da igreja, legítimo sujeito social, de se proporem com seus adolescentes a buscarem junto aos professores e direção da escola uma alternativa compatível com sua liberdade de consciência e expressão.

A escola não ouviu os alunos, ignorou seus esforços, menosprezou seus direitos, acusou-os e ameaçou puni-los, reuniu organizações notadamente tendenciosas para pressioná-los, influenciou contra eles a mídia, alienou seus pais do assunto e ignorou a igreja, parte inalienável na definição dos conteúdos do ensino religioso.

Conclui-se que tolerância e pluralismo, respeito à diversidade, foram expressões vazias nesse episódio, usadas pelos verdugos para encantar a sociedade enquanto põe em marcha um projeto de hegemonia cultural que pretende colocar nas mãos do governo, mimetizado de Estado, o poder de decidir o que é certo, o que é errado e até que religião nossos adolescentes devem estudar e promover. A arrogante atitude do diretor de Programas e Políticas Pedagógicas da Secretaria de Educação do Estado (SEDUC), Edson Melo, é amostra do problema. Ele que representa a intolerância da máquina governista de doutrinação, projeta nos adolescentes esse mal, “O espaço de toda e qualquer escola não existe para formar mentes intolerantes, que passam uma borracha na história cultural do Brasil” d24am.

Em perversidade, o diretor que falou em nome da SEDUC só foi superado pelo coordenador-geral da Coordenação Amazônica da Religião de Matriz Africana e Ameríndia (Carma), Alberto Jorge Rodrigues que, conforme o jornal ‘A Crítica’ deverá pedir fiscalização e o acompanhamento dos alunos que se recusaram a fazer o trabalho escolar. Essa é a ‘tolerância’ e a ‘pluralidade’ que tais organizações perpetram contra adolescentes que apenas desejam ter seus direitos preservados: insistente perseguição religiosa.

Entendemos que os alunos que se posicionaram corretamente em relação à intenção de proselitismo político e de perseguição religiosa que sofreram devem receber o elogio da escola e da sociedade e todo o apoio para que continuem a se desenvolver como cidadãos conscienciosos, abertos ao diálogo, criteriosos em suas escolhas e firmes em seus valores. A escola deve se desculpar com os alunos, com seus familiares e com a sociedade por suas posturas equivocadas e abrir-se ao diálogo, ao debate e ao contraditório se honestamente deseja ter um lugar relevante em uma sociedade plural. A Secretaria de Educação e as instituições que formaram o pelotão de repressão da liberdade devem refrear seus ânimos partidários e suas ambições totalitaristas, que estão atrasando o desenvolvimento da nação e lançando o país no abismo da desesperança.

Santo André, 14 de novembro de 2014.

 

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