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A visão de Cristo

Para ajudar a Igreja Brasileira é preciso olhar para ela como Cristo a vê. Conheça o Manifesto da Visão que tem orientado a AMME evangelizar desde a sua fundação. Nossa visão é chamar a Igreja Brasileira de volta ao primeiro amor e ajudá-la a fazer as coisas mais importantes. Seis minutos de leitura: A Visão de Cristo (7384)

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Enfrentar ou fugir

José Bernardo

“Depois que partiram, um anjo do Senhor apareceu a José em sonho e lhe disse: Levante-se, tome o menino e sua mãe, e fuja para o Egito. Fique lá até que eu lhe diga, pois Herodes vai procurar o menino para matá-lo. Então ele se levantou, tomou o menino e sua mãe durante a noite, e partiu para o Egito, onde ficou até a morte de Herodes. E assim se cumpriu o que o Senhor tinha dito pelo profeta: Do Egito chamei o meu filho.

Quando Herodes percebeu que havia sido enganado pelos magos, ficou furioso e ordenou que matassem todos os meninos de dois anos para baixo, em Belém e nas proximidades, de acordo com a informação que havia obtido dos magos. Então se cumpriu o que fora dito pelo profeta Jeremias: ‘Ouviu-se uma voz em Ramá, choro e grande lamentação; é Raquel que chora por seus filhos e recusa ser consolada, porque já não existem’.” Mateus 2:13-18

Enquanto meditamos sobre a perseguição aos evangélicos nos deparamos com o fato de que alguns cristãos perseguidos são livres de uma maneira milagrosa e outros, pelo contrário, sofrem terríveis torturas, alguns se recuperam e outros sofrem prejuízos irremediáveis, alguns sobrevivem e outros são mortos. Se Deus está no contrôle, porque não livra todos os crentes das perseguições? Porque que há vezes em que o bem triunfa e outras em que o mal parece vencer? Também, se temos a oportunidade de evitar a perseguição, devemos fugir ou enfrentá-la? Qual a vontade de Deus, que sejamos perseguidos como tantos irmãos, ou que sejamos todos livres? O texto que vamos examinar, trata da primeira perseguição da cristandade, a primeira vez em que o próprio Cristo foi perseguido. Aqui, a Palavra de Deus inspirada a Mateus nos esclarece e ensina sobre aquilo que pode parecer ser uma inconstância dos fatos.

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O Rei e o Reino
Mateus revela, desde a primeira linha de seu Evangelho, a intenção de apresentar o Reino dos Céus e o seu Rei. No primeiro capítulo ele começa apresentando a genealogia legal de Jesus, sucessor de Davi, seu nome distintivo: “Jesus (salvador), porque ele salvará seu povo” (1:21). No capítulo 2, que nos serve de contexto, o evangelista conta quatro histórias e retoma o tema do Reino e da realeza de Jesus: na boca dos magos: “Onde está o recém-nascido rei dos judeus?” (2:2); na profecia de Miquéias: “…virá o líder que, como pastor, conduzirá Israel…” (2:6); Na atitude dos magos: “…prostrando-se, o adoraram… e lhe deram presentes…”.

O texto que estamos examinando conta a segunda e a terceira histórias do capítulo dois. A primeira refere-se à visita dos magos ao palácio real de Herodes o grande e os eventos que desencadearam. A quarta história refere-se ao retorno da família de Jesus e a escolha da Galiléia para fixarem residência. Há quatro grupos ou personagens que devemos observar para entendermos melhor o texto diante de nós:

“Depois que partiram” – Os magos eram o que hoje seriam os cientistas. Sábios da antiga Pérsia, no tempo de Jesus o Império Parto, aqueles homens eram herdeiros de longa tradição. Como relata o reconhecimento da soberania de Jesus por muitas pessoas, Mateus começa relatando a adoração dos homens da ciência, de joelhos, com o rosto em terra, e sua oferta de outro, insenso e mirra, todos os três entre os mais custosos bens naquela época. Tal e qual a ciência é hoje, naquele tempo também estava cheia de hipóteses fantásticas, mas, apesar disso, Daniel, que rejeitou a comida de Nabucodonozor, se tornou o encarregado de todos os sábios da Babilônia, província capital do Império. Não é de admirar que seis séculos depois os sucessores daqueles sábios chegassem em Jerusalém procurando pelo rei dos judeus.

“um anjo do Senhor apareceu a José” – José é uma figura impressionante. É triste que o culto a Maria tenha empanado uma obediência que figura tanto ou ainda mais dedicada e sacrificial do que a dela própria. José estava sempre pronto a obedecer ao plano de Deus, mesmo assumindo os maiores prejuizos e riscos que se poderia exigir de alguém. Ao ouvir a vontade de Deus, prontamente colocava de lado as questões de honra, de segurança, de conforto ou de propriedade. Em obediência ao plano de Deus se casou com Maria (1:24), abriu mão do direito marital (1:25), deixou sua terra e peregrinou no Egito (2:13), retornou quando Deus mandou (2:19,20) e fez suas escolhas em função do menino que com sua esposa adotou (2:21, 22). É impressionante quanto esse homem estava disposto a obedecer para que a vontade de Deus fosse realizada e como essa obediência proporcionou um relacionamento tão íntimo e constante com a revelação divina.

“tome o menino” – Depois de relatar que os magos procuravam pelo recém-nascido e de dizer que Herodes chamou os magos e “informou-se com eles a respeito do tempo exato”, Mateus passa a usar somente a palavra grega paidion que indica um menino bem maior do que um recém nascido. O termo ‘menino’ difere muito do que Lucas usa inicialmente, no relato da adoração dos pastores. Lá, refere-se a uma criança tão nova que a palavra usada pode referir-se até mesmo a um embrião. Digo isso porque a tradição costumou colocar os pastores de Belém  e os magos na mesma cena de adoração, na mesma estrebaria onde Jesus nasceu. Não. Agora José e sua família já estão instalados em uma habitação, como convém à sua posição e distinta profissão de construtor (carpinteiro). Jesus teria então cerca de dois anos (2:16), maior consciência e melhor percepção do que acontecia ao redor. Jesus estava dizendo as primeiras palavras e socializando-se com a família e com outras pessoas, enfrentando o medo e fazendo novas descobertas.

“Herodes vai procurar o menino para matá-lo” – Esse Herodes era originário de uma importante família da antiga Edom, Idumeia sob os romanos, região que fora anterioremente conquistada pelos judeus no segundo século antes de Cristo e cujos habitantes foram obrigados a aceitar a circuncisão e a Lei judaica. Com o favor de Roma o homem se tornou rei da Judeia, Samaria e Idumeia à força de muitos assassinatos e reinou um reino de horrores, havendo matado inclusive sua esposa e dois de seus filhos além de muitas pessoas proeminentes que lhe ofereceram alguma oposição. Não é de se admirar que, quando Herodes ficou perturbado com a inquirição dos sábios, toda Jerusalém ficou perturbada com ele. Em uma oportunidade, sentindo-se desrespeitado, Herodes já mandara matar 45 membros do Sinédrio de uma só vez. As pessoas esperavam que algo como a matança dos inocentes pudesse acontecer, e aconteceu mesmo. Depois, na última história, menciona-se o filho e sucessor de Herodes, Arquelau. Por causa dele José escolheu ir para a Galiléia, região que estava fora dos domínios dele. Fez bem. Arquelau se mostrou tão violento quanto seu pai e em uma oportunidade chegou a matar quase três mil fariseus que se opuseram a ele. Sua crueldade fez com que depois de apenas dois anos de governo ele fosse deposto pelos Romanos e exilado. A região passou a ser administrada por burocratas romanos.

Para entender perfeitamente esse texto ainda precisamos considerar duas expressões de grande significado:

“E assim se cumpriu o que o Senhor tinha dito” – Mateus dá grande ênfase ao fato de que Jesus representa o cumprimento das profecias para Israel. Nesse momento não entrarei em detalhes sobre a interessante exegese de Mateus em todas as suas citações, mas é de extrema importância notar que ele apresenta cada evento na infância de Jesus como o cumprimento da Palavra de Deus. Mais tarde o próprio Jesus tomaria muitas decisões e explicaria muitos eventos em sua vida usando expressão semelhante: para que se cumpra ou para que se cumprisse as Escrituras. No contexto de que estamos tratando observamos esse fundamento se repetir cinco vezes: a) “A virgem ficará grávida…” 1:23; b) “Mas tu, Belém…” 2:6; c) “Do Egito chamei o meu filho…” 2:15; d) “Ouviu-se uma voz em Ramá…” 2:18; e) “Ele será chamado Nazareno.” 2:23. Para Mateus nenhum de todos aqueles eventos estava acontecendo por acaso, tudo fazia parte de um plano bem definido de Deus. O Senhor estava no controle de cada mínimo aspecto.

“ordenou que matassem todos os meninos” – Dentre as muitas e terríveis atrocidades de Herodes, as poucas outras fontes sobre a vida do cruel vássalo de Roma calam sobre o massacre dos inocentes e é fácil ver porque. Belém era uma pequena povoação e mesmo somada às outras vilas ao redor, o número de meninos com menos de dois anos de idade que havia ali não deve ter excedido em muito as vinte pessoas. Os soldados foram de casa em casa e mataram vinte crianças, produziram muita dor e sofrimento, mas o fato não se distinguiu de todas as loucuras do homem que quis ser grande.

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O Rei em fuga
Uns vinte meninos inocentes foram mortos na perseguição a Jesus, a primeira perseguição da cristandade. Mas Jesus saiu ileso. Deus proveu para que José fosse avisado com antecedência, e a fuga para o Egito fez com que Jesus sobrevivesse. Se Deus preveniu José, porque não preveniu também os outros pais? Porque tantos morreram e somente um sobreviveu à perseguição? Jesus foi privilegiado? Deus amou mais a Jesus do que aqueles outros meninos?

Jesus em fuga no meio da noite, assustado com a escuridão, angustiado pelo que causava angústia a seus pais, exaurindo-se em uma penosa jornada de muitos dias até o Egito, participando da tensão de se estabelecer em uma outra terra, sendo estrangeiro, retornando à mesma jornada alguns meses depois, sofrendo novamente as agruras do caminho, sendo fugitivo, mal habituando-se a qualquer lugar, sob constante risco de morte… Não se pode dizer que foi um destino muito mais confortável do que o dos meninos que morreram na mesma perseguição.

A vida na Galiléia, os anos de privacidade, a vida que a fuga poupara poderia ser preservada até à velhice e morte natural, mas Jesus não a manteve assim. Quando chegou a hora, Jesus foi para Jerusalém resoluto, afastando com severidade até os amigos que quiseram evitar sua morte. Quando chegou a hora, a vida que fora poupada na fuga, Jesus a entregou liberalmente, enfrentando a perseguição. Com a mesma intenção que vimos em Maria e tanto mais em José, de fazer a vontade de Deus, Jesus disse: “Está escrito: E ele foi contado com os transgressores; e eu lhes digo que isso precisa cumprir-se em mim.” Lc 22:37.

Somente uma mente mundana acharia que a fuga para o Egito tratou de proteger Jesus da perseguição, enquanto outros meninos inocentes eram mortos. Somente uma mente mundana coloca o ser humano no centro da história. Mas as Escrituras aqui nos ensinam novamente que é a vontade de Deus, o plano de Deus que foi protegido naquele dia. Se morremos ou vivemos na perseguição, é para que o plano de Deus se realize, para que a vontade dele se cumpra. Às vezes a fuga e a sobrevivência trazem maior glória a Deus, às vezes é o sofrimento e a morte dos santos que realiza o plano divino. Fugiremos ou morreremos para que se cumpra a vontade de Deus, para que o plano do Senhor se realize e produza muitos frutos.

Portanto é a glória de Deus, é sua vontade soberana, é seu plano divino que determina nosso destino e deve nortear nossa decisão quando sofremos perseguição. Ao olharmos para os meninos que morreram naquele dia e para Jesus que sobreviveu para morrer em outro dia, devemos aprender a dizer como ele disse: “Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice; contudo, não seja como eu quero, mas sim como tu queres” Mt 26:39. Consideremos isso em uma perspectiva eterna, porque a morte é apenas um breve evento na eternidade, um rio que se cruza, uma montanha que se ultrapassa. Finalmente ainda, os meninos que morreram naquele dia também são um aviso irresistível de que a perseguição que sofremos não é contra nós. A ira do perseguidor é contra o Rei.

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1 comment to Enfrentar ou fugir

  • Cristina

    Tenho lido tantas histórias de perseguição e sofrimento. Já havia me perguntado em meu coração o que determina o livramento ou o fim da história de um cristão. Essa mensagem me fez refletir a respeito, eu sei que se estamos no centro da vontade de Deus não há lugar mais seguro para estarmos, mas não posso negar que por vezes penso que se fosse comigo, com minha família que eu amo tanto, meu Deus, me encha dessa certeza de José que acima de tudo mais vale a pena confiar em Deus e obedecê-lo integralmente.
    um abraço,
    Cris e Hure

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