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6º CBM – Primeiro dia

Na abertura do 6º Congresso Brasileiro de Missões, Valdir Steuernagel, repetiu o tema que o tem movido na reedição da Aliança Evangélica: “Para que o mundo creia!” Jo 17:21c. A AMTB se associou à Aliança Evangélica e essa nova organização teve expressivo espaço durante o 6º CBM. É inegável que o amor entre os irmãos é um princípio fundamental da fé e da transformação. Exortando a Igreja à Unidade como modelo de Missão, Valdir falou de algo que sensibiliza a Igreja desde de sempre. Depois, a missióloga Durvalina Barreto Bezerra do Betel conduziu a assistência em intensa oração pela unidade da Igreja.

Na prática, tal unidade é mais difícil de conquistar. Questões culturais, identidades peculiares, interesses específicos, divergências estratégicas têm nos mantido bem separadas, tanto as missões como as igrejas. Um exemplo dessa dificuldade é, por exemplo, o planejamento de ações para a Copa 2014. Enquanto todos falam de unidade, cada missão tratava, durante o congresso e além dele, de lançar sua muito particular iniciativa e chamar todos os outros para se unirem ao seu projeto particular. Outro exemplo é a própria Aliança Evangélica tentando definir quem efetivamente são os evangélicos a serem incluídos e representados.

A distensão entre históricos e pentecostais, evangelistas e teólogos, tradução da Bíblia e plantação de igrejas, Bíblia e contexto, ação social e evangelização, missionários estrangeiros e nacionais, seria evidente durante todo o Congresso, embora vigorosamente denunciada e combatida em palestras como as de Ronaldo Lidório e de Aurivan Marins. De palestrante para palestrante, nos corredores da exposição, nas salas e nos corredores, correntes divergentes fluiam em movimentos paralelos, amenizados apenas pela educação e gentileza.

É na costura de parcerias que essa dificuldade na unidade mais se tem evidenciado, afinal, a unidade conceitual é utópia. É na unidade funcional, na conjunção missional que a unidade se torna eficiente e efetiva. Cada líder de agência missionária sabe que precisa desenvolver parcerias, sabe que não faremos a enorme e variada obra diante de nós sem cooperação. Então se esforçam, falam nos bastidores, tomam iniciativas, dão uns primeiros passos, sonham juntos e depois… nada ou muito pouco! A consecução de parcerias esbarra no apego a culturas particulares de cada organização, no receio de negociar elementos identitários em favor de uma visão coletiva e na difícil equalização da partição de responsabilidades.

Prato cheio para os críticos do sistema que se recusam a apresentar solução e se acham muito confortáveis em apedrejar aqueles que lutam com tanta dificuldade sobre a areia movediça de nossos dias. Além de nos faltar, no âmbito da nação, nas administração de organizações governamentais, privadas e sociais, uma história bem sucedida de parcerias que nos sirva de referência, também somos afetados pela pós-modernidade com a fluidez das instituições, coisa que dificulta ainda mais a homocinética organizacional.

A exortação à unidade é milenar, mas, sem desenvolver vias organizacionais para realizar sua funcionalidade, apenas gera grande estresse de iniciativa. Penso que, para levarmos a unidade a um nível prático, precisamos primeiro discutir soluções para superar os entraves ao trabalho em parceria.

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