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O último imperador

Venha para o Pacificadores

“Is-Bosete não respondeu nada a Abner, pois tinha medo dele.” 2Sm 3:11

A história de Aising-Gioro Pu-Yi, último emperador da China é comovente. Alçado ao trono imperial com apenas três anos de idade, foi o 12º imperador da dinastia Qing, e reinou por breves anos antes da tomada do país por republicanos e comunista. As condições em que Pu-Yi nasceu e viveu, fizeram dele a antítese de um líder. Embora seja considerado o último imperador da China porque não houve outro, em toda parte encontramos um último imperador, porque é o mais recente.

Pu-Yi foi criado na ilusão do poder. As cores, as formas, os sons, os rituais foi tudo o que ele conheceu. Frequentemente a pompa incapacita o discernimento da circunstância.

A burocracia de milhares de servidores cumprindo suas rotinas, tiraram de Pu-Yi qualquer chance de se tornar um líder. Quanto mais complexa e estabelecida uma máquina organizacional, maior a inércia de movimento.

Cercado pelos muros da Cidade Proibida, sem qualquer contato com a realidade exterior e com o povo que deveria liderar, Pu-Yi jamais se tornaria um líder. O líder lidera pessoas: sem seguidores ninguém é líder.

A República tolerou Pu-Yi contanto que ele não interferisse. Depois o japáo conquistou parte da China e colocou Pu-Yi como imperador, mas ele devia fazer tudo como lhe dissessem. Mais tarde o Japão foi derrotado e Pu-Yi tornou-se prisioneiro político em um campo de trabalhos forçados. O título de imperador foi uma concessão vazia.

Em Israel, como lemos nos primeiros capítulos do Segundo Livro de Samuel, houve ainda um último rei na curta dinastia de Saul. Abner, comandante do exército real, depois da morte do Rei fez entronizar seu filho Is-Bosete. Ele não fora eleito por Deus como foi Davi, e não tinha qualquer poder de fato; quando perdeu o apoio de Abner, seu reino ilusório desvaneceu.

Quando recebemos uma responsabilidade, um título, devemos verificar se vem acompanhado do devido poder. É preciso nos assegurar de estar em contato com a realidade, de conhecer as pessoas e poder levá-las a uma condição melhor do que estão. A responsabilidade sem poder é degradante.

A ilusão do poder atrai, mas não é raro que a falta de poder esteja em relação direta com essa ilusão. Quanto mais poder uma pessoa parece ter, menos pessoas ela influencia de fato. A vaidade apela fortemente para a pompa, mas a sabedoria discerne a circunstância. Nossos jovens precisam superar o desejo humano pelas aparências, e exercerem uma liderança espiritual que transforme a vida de milhões. Para ajudar nossos adolescentes e jovens evangélicos a exercer a liderança espiritual é que a AMME preparou o curriculum “Liderança Jovem”. Para saber mais clique aqui.

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