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Países e regiões alvo
PORTA Internacional é o programa da AMME Evangelizar para evangelização transcultural. A visão para o programa é levar as igrejas evangélicas brasileiras aos confins da terra através da oportunidade que representa a língua portuguesa. Para ver o artigo introdutório ao tema [clique aqui]. A seguir, informãções sobre os países de fala portuguesa (lusófonos).

A língua portuguesa é a única língua oficial de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. É também uma das línguas oficiais da Guiné Equatorial (com o Espanhol e o Francês), Timor-Leste (com o tétum) e Macau (com o Chinês). É bastante falada, mas não oficial, em Andorra, Luxemburgo e Namíbia. Crioulos de base portuguesa são a língua materna da população de Cabo Verde e Guiné-Bissau.

A maioria dos falantes de português vive nos quatro continentes: África, América, Ásia e Europa. Há quase dois milhões de falantes na América do Norte (a maioria nos Estados Unidos da América, Canadá, Bermuda e Antígua e Barbuda). Menos de 50 mil falantes vivem na Oceania. Na Espanha, Galiza (cerca de 90%) e Vale de Xálima a língua é bastante falada mas ali o português falado não é oficialmente entendido como parte da língua portuguesa, embora essa opinião seja muito discutível.

As Américas
A língua portuguesa está crescendo em importância na América do Sul. Por causa do Brasil, está sendo ensinada (e é popular, especialmente na Argentina) nos outros países da América do Sul que constituem o Mercosul. Existem no Brasil 182,1 milhões de pessoas que usam português como sua língua principal, mas também há falantes em língua materna principalmente na Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai. No resto das Américas, há também comunidades importantes em: Antigua e Barbuda, Bermudas, Canadá, Guiana, Jamaica, Estados Unidos (2,5 milhões de falantes ativos, especialmente na Flórida, em New Jersey, Massachusetts, Rhode Island e Califórnia) e Venezuela. São Paulo, maior cidade brasileira, é também a maior cidade lusófona do mundo.

Europa
Na Europa, o português é falado principalmente em Portugal pelos seus 10,3 milhões de habitantes, como primeira língua. A língua é falada também por toda a Europa por influência de Portugal, por mais de 10% da população do Luxemburgo e Andorra. Existem também fortes comunidades falantes de português na Bélgica, França, Alemanha, Jersey e Suíça. É também falado na Espanha, especialmente na Galiza (reconhecido oficialmente como galego), Olivença e no Vale do Xalima (conhecido como A Fala).

O galego e o português formam um diassistema com dois padrões diferenciados. O padrão atual do galego utiliza uma variedade distanciada do português e tem uma ortografia mais parecida com o espanhol. Contudo, há outra visão, conhecida pelo nome de reintegracionismo, que considera o galego como uma variedade do português com pequenas diferenças e que visa a normalização do português na Galiza. Os linguistas em geral reconhecem a unidade da língua em ambos os lados do Minho, não só na Idade Média, mas também na atualidade. No entanto, na prática, formam um diassistema e são tratadas como línguas diferentes por ambas as populações, principalmente devido a fatores sociolinguísticos, em que obras em galego são traduzidas para português e vice-versa. Durante a Idade Média, o galego e o português eram sem dúvida a mesma língua, conhecida nos dias de hoje como galaico-português, uma língua usada em poesia até em Castela. Dois deputados galegos no Parlamento da União Europeia, Camilo Nogueira e José Posada, empregaram com normalidade o galego oralmente nessa Instituição, tendo seus discursos sido considerados pela Cabine de Tradutores de Português como legitimamente português para efeito das traduções para outras línguas.

África
Na África subsaariana, o português é uma língua crescente e está projectada para ser uma das mais faladas dentro de 50 anos pela UNESCO. À medida que as populações de Angola e Moçambique continuem a crescer, a sua influência no português será cada vez mais importante. Angola e Moçambique, assim como Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe, são conhecidos como “Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa”, ou PALOPs, formando uma comunidade de quase 9 milhões de falantes nativos. A língua portuguesa cresceu especialmente em uso depois da independência das antigas colónias de Portugal. Os movimentos independentistas desde a Guiné-Bissau a Moçambique viram nela um instrumento para conseguir o desenvolvimento e a unidade nacionais. O português é uma língua minoritária na República Democrática do Congo, Malawi, Namíbia (onde refugiados angolanos perfazem em torno de 20% da população), África do Sul (mais de um milhão de falantes), Zâmbia e Zimbabwe.

Existe crioulos portugueses noutras partes de África. O sul do Senegal, conhecido como Casamança, tem uma comunidade ativa que está ligada cultural e linguisticamente à Guiné-Bissau, e lá aprender português é popular. Um crioulo português ligado a São Tomé e Príncipe é a língua da Ilha de Ano Bom, na Guiné Equatorial.

Em Angola, o português está tornando-se rapidamente uma língua nacional, e não só oficial ou como veículo de coesão nacional. Pelo censo de 1983, na capital, Luanda, o português era a primeira língua de 75% da população de 2,5 milhões, sendo que 300.000 moradores não conheciam nenhuma outra língua, e 99% dos habitantes falavam esse idioma. Em 1979, um inquérito levado a cabo nos bairros pobres de Luanda (musseques) revelou que todas as crianças africanas de idade entre os 6 e os 14 anos falavam português, enquanto que apenas 47% delas falava uma língua africana. Em todo o país, 60% dos 12,5 milhões falavam o português como língua principal. A maioria dos jovens angolanos só consegue falar português. Angola recebe vários canais de TV portugueses e brasileiros, e o canal de notícias português (SIC Notícias) tornou-se muito popular nesse país num tempo recorde depois de ter começado a emitir em 2003. Há também muitas outras línguas nativas em Angola, mas a população as trata como dialetos e não como línguas. Algumas palavras dessas línguas foram emprestadas ao português, quando os ‘retornados’ regressaram a Portugal depois da independência de Angola. Palavras como “iá”, (sim), “bué” (muito) ou “bazar” (ir embora), comuns na população jovem e urbana portuguesa, têm origem nas línguas angolanas usadas no português de Angola.

Moçambique está entre os países onde o português tem o estatuto de língua oficial, mas falado essencialmente como segunda língua. Contudo, é a língua principal das cidades. De acordo com o censo de 1997, os falantes de português eram mais de 40% da população, esse número cresce para 72% nas áreas urbanas. Mas só 6,5% considerava o português como língua principal (17% nas cidades e 2% no meio rural). Todos os escritores moçambicanos escrevem em português, e a língua ficou ligada à cor e textura da cultura moçambicana.

Em Cabo Verde e na Guiné-Bissau, as línguas mais faladas são crioulos portugueses conhecidos como Crioulos. A maioria dos caboverdianos também sabe falar português de Portugal. Existe alguma descrioulização devido à educação e à “Febre Caboverdiana” – a popularidade dos canais nacionais de TV portugueses. O caso é ligeiramente diferente na Guiné-Bissau, onde o português e o seu crioulo são falados por mais de 60% dos habitantes, e a língua portuguesa, ela mesma, é falada só por 14% (10,4% de acordo com o censo de 1992).

Em São Tomé e Príncipe o português usado pela população é um português arcaico, conhecido como Português Santomense, apresentando muitas semelhanças com o Português do Brasil. Os políticos e a alta-sociedade usam a variedade europeia moderna, tal como nos outros países do PALOP. Três crioulos diferentes são também falados em São Tomé e Príncipe. As crianças só conseguem falar português, por causa da escolha dos seus pais, e não por causa da escola, na altura em que chegam a adultos aprendem o crioulo português conhecido como Forro.

Ásia
O português também é falado na Ásia, especialmente em Timor-Leste, Goa e Damão na Índia, e Macau na China. Em Goa, é falado por uma comunidade cada vez menor, é vista como a ‘língua dos avós’, porque já não é ensinada nas escolas, nem é língua oficial. Em Macau, o português permanece como língua oficial com estatuto idêntico ao chinês, mas só a pequena população euroasiática (ou Macaense) o usa e há apenas uma escola secundária portuguesa.

Em Malaca na Malásia, há um crioulo português conhecido como Cristão ou Papiá Kristang ainda falado por alguma população euroasiática. Há também outros crioulos portugueses vivos, especialmente na Índia (Damão e Korlai) e Sri Lanka. No Japão, o português é falado por brasileiros de ascendência japonesa, conhecidos como dekassegui, cuja população gira em torno de 250 mil pessoas.

Em Timor-Leste a língua mais falada é o tétum, uma língua austronésia que é bastante influenciada pelo português. A reintrodução do português como língua oficial causou suspeição nalguns jovens timorenses, que foram educados no sistema indonésio e não o falam. O português em Timor-Leste é falado por menos de 20% da população, na sua maioria a geração mais velha, mas essa percentagem está crescendo visto que o português tem sido ensinado à geração mais nova e a adultos interessados. Timor-Leste pediu às outras nações da CPLP para ajudar na reintrodução do português como língua oficial. O português é usado como forma de se ligar a uma comunidade internacional maior, assim como para diferenciar-se da Indonésia. Xanana Gusmão, ex-presidente de Timor-Leste, acredita que o português será bastante falado, de novo, dentro de dez anos.

Adaptado de wikipedia [Geografia dos países de língua portuguesa].

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