Contatos

Acompanhe o trabalho da AMME pela evangelização, apoie essa grande obra.

Para contato por e-mail com o portal da evangelização escreva para: portal@evangelizabrasil.com

Para contato telefônico com a AMME Evangelizar e Salva Vidas prefira ligar para (11) 4428 3222.

Atenção: Novo endereço do escritório da AMME - Avenida Itamarati, 192 - Vila Curuçá, Santo André - SP, 09290-730

Facebook: Curta a página da AMME no Facebook [clique]

Ofertas

A AMME evangelizar é sustentada biblicamente, pelas ofertas daqueles a quem serve (Gl 6:6).

Doe agora (pagseguro), faça sua oferta , com segurança e facilidade. Clique no botão ‘Doar’ e siga as instruções.

 

Deposite sua oferta para AMME no Banco do Brasil Agência: 1557-1 Conta: 115278-5

Para ofertas mensais solicite boletos por telefone: (11) 4428 3222, e-mail: portal@evangelizabrasil.com

Para ofertas em material, equipamento e serviço consulte as especificações pelo telefone (11) 4428 3222

Ex tribo II

Evangelização e tribalismo
Ninguém faz algo a não ser que tenha a necessidade de fazê-lo. Somos motivados por nossas necessidades. Um prato de comida requentada pode ser delicioso se temos a necessidade de comer. Se a carência de comida já foi suprida, o melhor prato é indesejável e até o cheiro que deveria ser delicioso provoca enjôo. O tribalismo, embora muitos o apresentem como uma “maravilhosa” estratégia de evangelização, é, na verdade, uma proposta sob encomenda para atender um conjunto de necessidades naturais da adolescência e da juventude, modificadas pela conjuntura do Pós-Modernismo.

As pessoas se envolvem com o hip-hop, com o pagode ou com o skate por causa de suas necessidades carnais. A Igreja precisa considerar isso quando acolhe esses movimentos e determinar se esta é a melhor coisa que pode fazer para ganhar e manter adolescentes e jovens.

Dez fatores configuram este conjunto de necessidades, muitas vezes desconhecidos e inexplicáveis por nossos adolescentes e jovens, mas claramente sentidos. Que a igreja tente reproduzir tribos urbanas para satisfazer tais necessidades da carne, isso é questionável, o que está fora de questão é que tais necessidades existem e não podem ser ignoradas. Vejamos que fatores são estes:

1. Fator Satisfação
A partir do início da puberdade, o cérebro se refina e com isso perde um terço dos receptores do centro de recompensa. O adolescente tem mais dificuldade em se sentir satisfeito e se desestimula com maior facilidade; o resultado é o conhecido aborrecimento (aborrecentes?), apatia e dificuldade de perseverança. A reação é o abandono do antigo, a busca do novo, de experiências diferentes, mais intensas, que ofereçam uma carga maior de estímulo e, portanto, ativem o sistema de recompensa. As instituições conhecidas na infância, a família, a escola e a igreja já não têm o poder de estimular o adolescente como quando era criança, mas as tribos urbanas representam a novidade, o desafio sob medida para provocar excitamento e satisfação. Mas se a Igreja se torna uma tribo, terá que conviver com a falta de profundidade, com uma inovação constante e, principalmente, com um esforço centrado em produzir satisfação para a carne. Parece com algo que Cristo tenha planejado para nós?

2. Fator Sociabilidade
O desenvolvimento da sexualidade com a ativação dos hormônios sexuais e a maior capacidade social com o desenvolvimento neurológico fazem com que o adolescente busque maior amplitude em seu relacionamento social, vinculando-se a novos grupos além da família. A pressa de abandonar o “ninho” e a dificuldade dos pais em aceitar esta ruptura pode gerar um ambiente de conflito que reforça ainda mais a busca do adolescente por uma tribo que ofereça satisfação para sua necessidade de mais relacionamentos, embora estes relacionamentos sejam mais superficiais e menos constantes. Quando a Igreja privilegia essa necessidade, se torna também um lugar de relacionamentos rápidos, os jovens passam a “ficar” na igreja, como ficam uns com os outros no mundo. Certamente o tipo de relacionamento que se desenvolve nas tribos não satisfaz o ideal cristão de tornar-se membro de um corpo.

3. Fator Razão
A parte do cérebro responsável pelo planejamento, pela capacidade de prever e administrar riscos e conseqüências, acelera seu refinamento a partir do meio da adolescência e é a última a concluir-se, por volta dos 30 anos. Neste processo, as decisões dos adolescentes são processadas em outra área do cérebro, a amígdala, que administra os sentimentos primários – medo, raiva, euforia etc. – portanto, as decisões dos adolescentes são mais intensamente emocionais do que racionais. O julgamento que o adolescente faz de qualquer risco é afetado pela expectativa que tem de obter satisfação. Podemos continuar tentando ministrar a fé cristã em um ambiente intensamente emocional e eufórico, com gente sendo arrebatada em um dia e deprimida no outro, assumindo compromissos que não pensa em como cumprir, simplesmente para satisfazer um público que tem dificuldade de raciocinar, medir as conseqüências e tomar decisões que possam manter. Mas, para ter uma igreja emocional teríamos que ignorar que nosso culto deve ser racional, nossa fé vem pelo ouvir e consiste em saber, e que qualquer que se decida seguir Cristo deve antes compreender em que isso implica.

4. Fator Família
O acelerado enfraquecimento dos vínculos familiares e a precipitação da criança na adolescência fazem com que a identidade pessoal, que devia ser fornecida pela vida familiar e pela inclusão em um grupo social mais definitivo, não se complete. É nas tribos urbanas que o adolescente busca a identidade que lhe falta enquanto completa seu processo de amadurecimento. Deixadas em frente à televisão por uma família que está se desestruturando, a criança deve escolher uma daquelas tribos urbanas que se promovem ali. Por volta dos dez anos de idade, a criança já escolheu se vai ser skatista, surfista ou se vai rebolar no axé. Ela começa a escolher suas roupas, cadernos, suas músicas, ambientes, programas de televisão e seus colegas, de acordo com a tribo que quer aderir. Com isso, se desloca do resto da família que tem e tenta completar sua identidade com os pobres recursos de estética, ambiente e atitude tribais. Quando Deus criou o ser humano, só o considerou perfeito em família; quando o homem pecou, o fez em família; quando Jesus veio, foi em família; a nova criatura é chamada a viver na família espiritual. Não parece que haja interesse da Bíblia em arranjar um substituto para a função da família na formação da identidade das pessoas. A igreja não pode contribuir com a desagregação familiar.

5. Fator Identidade
Até o início da adolescência, a criança tem uma identidade familiar, coletiva, ligada aos pais e ao ambiente da família. As grandes transformações do corpo obrigam a pessoa a repensar seu corpo, sua identidade, sua individualidade. A reação é mais tempo no espelho na tentativa de se reconhecer, mais ênfase no corpo, na roupa, na moda na busca de administrar as mudanças corporais. Para fazer este ajuste e desenvolver sua identidade, o adolescente utiliza os elementos externos de identidade do grupo como seus. Como os elementos do grupo são muito baratos e o adolescente não absorveu o suficiente para sua identidade durante uma infância curta em famílias pouco produtivas, sua identidade se resumirá à roupa que veste, aos lugares que freqüenta e aos riscos que assume impulsivamente. Quando vemos a importância exagerada que os meninos dão à roupa, ao penteado, à tatuagem, aos brincos, por mais agressivos que pareçam, sabemos que a inversão mulheres mais masculinas e homens mais femininos está por traz disso. É o enfraquecimento da identidade de gênero – as meninas não estão aprendendo a ser mulheres e os meninos não estão aprendendo a ser homens. É claro que a identidade de um adolescente deveria estar baseada em valores, convicções e fé solidamente desenvolvida em um ambiente familiar cristão e produtivo e em uma igreja apoiadora, uma extensão da família. Igrejas que se transformam em tribos, oferecem pouco mais do que marketing. Sem uma identidade sólida, sem saber quem é de fato, em que crê; o adolescente e o jovem terá dificuldade de fazer escolhas consistentes e progredir com um propósito definido de vida.

6. Fator Tempo
Adolescência vai deixando de ser um termo para designar o período de transformação física e psicológica da puberdade. Hoje, o termo adolescência designa muito mais um comportamento social altamente influenciado pela mídia e determinado pela economia – começa quando o núcleo familiar diminui sua importância e termina quando a pessoa compõe um novo núcleo familiar. Como as pessoas se desligam da família cada vez mais cedo e assumem a responsabilidade de viver em família cada vez mais tarde, a adolescência começa por volta dos dez anos e termina cada vez mais tarde, às vezes por volta dos trinta anos. Vinte anos de adolescência, quando em muitos povos ela nem sequer existe ainda, garante uma sobrevida às chamadas tribos urbanas. Os modismos duram mais tempo, simplesmente porque as pessoas dependem deles por mais tempo. É por isso que vemos por todo lado trintões de skate ou prancha de surf, mulheres de meia idade querendo parecer suas filhas, homens maduros fixados em vídeo games, sem querer crescer, sem assumir verdadeiras responsabilidades. Além do perigo que representa a ilusão de solidez dos movimentos tribais que duram mais tempo, vemos as igrejas que endossam o tribalismo se queixando da falta de comprometimento de seus membros, do enfraquecimento de seus projetos pela falta de responsabilidades.

7. Fator Linguagem
O adolescente passa a lidar com o abstrato de um modo que a criança não podia fazê-lo. Torna-se capaz de examinar alternativas e possibilidades que não estão visíveis e passa e conviver com as dubiedades, os significados ocultos as duplicidades e incongruências. Com isso, se torna mais contestador (rebelde?), mais questionador e mais desafiador. Os pais, que se acostumaram a ser os donos da verdade para os filhos pequenos, se surpreendem com a petulância do questionamento dos adolescentes e reagem mal. O adolescente, querendo encontrar eco para sua recém adquirida politização, encontra nas tribos todo o apoio para discordar das instituições, dos valores e das normas sociais. O problema é que o adolescente não completa sua capacidade de questionar com conteúdo. Ele sabe que tudo está errado, mas não lhe pergunte por idéias, sugestões, planos ou projetos. Sua contestação é vazia, é protestar por protestar. Sem uma proposta transformadora, as tribos reproduzem todos os pecados da sociedade que criticam, apenas com outras cores, outros ambientes e outros riscos. As igrejas tribalistas são assim, uma overdose de expressão e um fracasso em converter as obras da carne em frutos do Espírito. A Bíblia nos convida a não nos conformarmos com o mundo e, em razão disso, nos transformarmos a partir do ser interior.

8. Fator Sexo
Tome a quase repentina explosão hormonal que torna o adolescente pronto e interessado para o sexo, some com a dificuldade e impossibilidade em assumir responsabilidades, junte a deficiência na construção da identidade, inclusive a identidade sexual, inclua ainda o intenso, insistente e contínuo apelo da mídia para a exploração sexual inconseqüente, diversificada e abundante: o resultado é o interesse na experimentação sem critério. As tribos oferecem esta possibilidade e, quando sabemos que mais da metade dos adolescentes e jovens experimentam sexo fora do casamento enquanto estão na igreja, percebemos que estamos falhando em algum ponto. Não é preciso dizer que as tribos urbanas favorecem o sexo descomprometido, variado, alternativo, inconseqüente, tendo na experiência sensorial a única razão de ser. Isso não está na agenda das tribos, ninguém escreve um manual dizendo como será o sexo naquele determinado grupo. A experiência sexual nestes grupos urbanos é resultado da própria conformação do grupo, é inerente a eles. Quando a igreja importa o modelo de tribos urbanas, traz junto o vírus da permissividade sexual que mais cedo ou mais tarde atinge seus jovens.

9. Fator Moral
Vivemos em uma sociedade imoral e hipócrita. Enquanto a lei é transgredida a todo momento nas propinas, nos arranjos políticos, nos cinismos do executivo, nos preconceitos do judiciário e nos conchavos do legislativo; na moral dupla, no racismo disfarçado, na celebração do adultério, no incentivo à promiscuidade, um conjunto de valores serve de caiadura para uma sociedade que se acha justa e digna. Quando se despertam para o abstrato e podem ver além das aparências, os adolescentes se chocam com tanta hipocrisia e se decepcionam. Sem haver completado sua identidade, desprovidos de suficiente auto-controle, eles cometem os mesmos pecados, mas decidem fazê-lo às claras; aquilo que seus pais fazem às escondidas, eles fazem sobre os telhados e se orgulham disso. As tribos urbanas oferecem o suporte social e incentivo para a imoralidade, defendendo a tolerância ao ponto de restringir quase nada. É assim que se vêem garotos beijando garotos entre os emos, por exemplo, e tentando fazer isso como se fosse natural e aceitável. Ao tentar organizar uma versão gospel destas tribos, a igreja forma uma aliança, uma ligação que é permanentemente alimentada do mundo para a igreja. Em busca de novidades na origem, os jovens cristãos ficam em contato com a imoralidade dos grupos e são expostos à propaganda de estilos de vida contrários à fé. Eventualmente os frágeis filtros que possivelmente tenham não funcionam e o pecado entra em suas vidas na forma de cultura ou expressão artística.

10. Fator Mobilidade
Já vimos que a mobilidade entre tribos é possível e eventualmente acontece. Ela só é evitada pelo conformismo e pela desesperança. Mas a fome de coisas diferentes e novas pode levar o jovem a se vestir às vezes como um rapper, outras como skatista e de repente aparecer curtindo uma onda como surfista. Na verdade, uma grande massa de jovens faz sua própria composição de estilos, criando alternativas convenientes para pequenos grupos. Quando o tribalismo é importado para a igreja, essa atitude vem junto e faz os jovens circularem de uma igreja para outra em busca de novas experiências, novos relacionamentos, sem nunca se realizarem como membros do corpo de Cristo, ligando-se a outros por profundos vínculos de paz. Tornam-se como a palha do trigo, levada pelo vento, porque os verdadeiros grãos ficam onde estão.

Talvez muitos jovens e seus líderes nem imaginem que estes dez fatores estão presentes configurando as necessidades que as tribos procuram satisfazer. Mas o diabo conhece bem estes fatores e sabe como usá-los para potencializar suas ofertas para o pecado e torná-las irresistíveis. Ao abraçar o tribalismo e trazê-lo para dentro da igreja, nossos jovens têm aceito um “trojan”, um cavalo de tróia. A princípio, parece algo maravilho, um sinal de vitória, um motivo de júbilo, no meio da noite o inimigo sai de dentro dos conceitos de tribos urbanas, rouba, mata e destrói.

Mais sobre tribalismo
Este artigo foi publicado no portal
www.evangelizabrasil.com em três partes

Ex Tribo I – Do movimento e da natureza das tribos urbanas
Ex Tribo II – Das necessidades que impulsionam os adolescentes e jovens para as tribos urbanas
Ex Tribo III – De princípios bíblicos para orientar a atitude de adolescentes e jovens evangélicos quanto às tribos urbanas

5 comments to Ex tribo II

  • 1 Remanescente

    Bom, após ler as três partes deste artigo, uma convocação à uma vida de santidade mostrada em nossas atitudes de novas criaturas, fico muito feliz em lembrar de minha adolescência e juventude onde pude servir ao Senhor O colocando como meu referencial.

    A medida que lia cada parte, não consegui deixar de dar espaço a minha mente em lembrar dos jovens e adolescentes da Bíblia, os quais, depois de Jesus foram meus “espelhos”. E digo a verdade, ao pensar neles com sinceridade, desprovido de qualquer pré-conceito, não consegui ver Abel, Sem, José “do Egito”, Josué, Davi, Daniel e seus três amigos,…..Jesus em sua juventude (embora não temos relatado, nem precisa também), Timóteo, que teve por modelo o Apóstolo Paulo, etc….sem contar os mártires, e jovens que continuaram em toda história até hoje fazendo diferença em suas gerações, não consigo vêlos membros de tribos ou se moldando às exitentes em suas gerações, e olha que tinha muitas desde aquele tempo. Eles influenciaram com o caráter de Deus ou de Cristo, isso é modelo a ser seguido. Imagine se Jesus fosse agir como fariseu pra ganhar Nicodemos ou Saulo no caminho de Damasco….qual foi a mensagem que nosso Mestre os transmitiu? E o que dizer de como Jesus pregou ao o “jovem rico”?….

    É …camiseta branca…
    até nós termos que tomar sempre cuidado para não fazermos uma “tribo da camiseta branca”…não estamos alheios a possibilidade disso, mas, olhando para o Autor e Consumador da nossa FÉ, deixando para trás todo embaraço e pecado, conseguiremos ser sal e salgar, ser luz e iluminar este mundo que está se apodrecendo (e já cheira mau) e em densas trevas caminhando a passos largos para o Inferno.

    “Ainda há um remanescente do povo de Deus (Idosos, homens, mulheres, jovens, adolescentes, crianças) que não se prostaram perante baal e nem beijaram seus pés.” Antes, só se prostram aos pés do Senhor dos senhores e Rei dos reis JESUS CRISTO e de seus lábios só saem palavras que produzem salvação e vida eterna: o evangelho que gera mudança de caráter, “metanóia”.

  • […] http://www.evangelizabrasil.com em três partesEx Tribo I – Do movimento e da natureza das tribos urbanas Ex Tribo II – Das necessidades que impulsionam os adolescentes e jovens para as tribos urbanas Ex Tribo III – […]

  • […] http://www.evangelizabrasil.com em três partes Ex Tribo I – Do movimento e da natureza das tribos urbanas Ex Tribo II – Das necessidades que impulsionam os adolescentes e jovens para as tribos urbanas Ex Tribo III – […]

  • Jovem

    Li o texto e achei bastante interessante, no entanto creio sinceramente que o “tribalismo” dentro das igrejas não seja um problema, o problema é quando a igreja só oferece o “tribalismo” sem oferecer o principal que é esse aspecto de família.

    Conheço comunidades que trabalham com tribos urbanas que sinceramente observei uma convívio mais de família nelas do que nas comunidades ditas tradicionais. Não vou negar também que já ví muitas comunidades rasas, sem nenhuma ou pouca “visão” de família fazendo muito “barulho” mas gerando poucos cristãos verdadeiros. Eu enchergo essa questão de tribo mais como uma questão de contextualização, afinal Jesus quando veio a terra viveu como um carpinteiro e judeu e não como um rei, em suas pregações ele também usava parabolas com “objetos” do dia a dia do público que estava pregando. José se contextualisou com a vida no palácio no Egito. Ester também viveu no palácio real conforme os costumes deles. Paulo se contextualizava também com o seu público para alcançar de todas as formas alguns. Temos vários exemplos de contextualização na bíblia, oque diremos também dos nossos missionários transculturais que são enviados a outras culturas e se adaptam aos costumes de outros povos para alcança-los? Negar a existência das tibos urbanas e extirpar qualquer forma de manifestação cultural dentro das igrejas, creio não ser o mais correto. O problema está na igreja não assumir o seu papel de ser família, creio que as tribos podem atrair os jovens, mas oque irá segura-los na igreja é a fraternidade entre os irmãos.

    Algo que me chateia como jovem, é que o modelo que se têm de cristão pelos mais “velhos” muita das vezes se resume a aparência e não no caráter. A “Cultura” evangélica que predominou por muito tempo nos templos brasileiros foi a europeia, onde a música de Deus era somente aquela que se configurava no formato europeu. Porque não, eu brasileiro, adorar a Deus com samba? Oque dizer então dos irmãos africanos que louvam a Deus com tambores e voz, algo semelhante aos rituais de macumba, sem ternos, e as irmãs com os seios a mostra? Eles estão em pecado? Tudo bem, isso ninguêm discute. Pelo menos eu espero. Mas porque se critica tanto as manisfestações culturais, ditas tribos urbanas?

    Acredito ter entendido a colocação a respeito do perigo das tribos urbanas dentro da igreja, mas também não creio que devemos condenar todo tipo de manifestação cultural “diferente”, ou forma de “contextualização” em prol do “verdadeiro evangelho”. Afinal de contas Deus olha o interior do homem, e quem somos nós para julgar a intenção de todos que se aderem a esse tipo de movimento. Creio que podemos tudo em nossas comunidades, menos pecar.

    Obrigado pelo espaço, me perdoem se entendí errado o texto, mas gostaria de ter algum comentário, se possível, do autor do texto, a respeito do que escreví.

    Que Deus os abençoe!!!!

  • Em resposta ao comentário…

    Prezado pastor Bruno,

    Paz seja com você!

    As tribos urbanas não são caracterizadas por filosofias – pelo menos não uma que possa servir de base para qualquer ação. Como qualquer movimento pós-moderno, cada pessoa tem sua própria versão da proposta do grupo, e esta versão pode variar de hora em hora – é a “cultura líquida” como alguém denominou. Avaliando os grupos (nem sempre corretamente chamados de tribos – já que sugere uma aproximação missionária transcultural), percebe-se que eles estão mais prontos a dizer o que não são, do que a definir claramente o que são – típico de um cérebro jovem, estreando sua capacidade de crítica e argumentação.

    Os grupos se distinguem por três fatores mais constantes (mas não permanentes): Geografia, Iconografia e linguagem. Por geografia, o espaço de reuniões, que em cada cidade será um local diferente – um bar, um shopping center, uma pista de skate etc. Por iconografia, toda a simbologia nas vestes, tatuagens, pixações etc. Por linguagem, as gírias, músicas, códigos gestuais etc. Em nenhum desses casos há qualquer coisa que dure tempo suficiente para ser pesquisada e registrada. Os movimentos desse tipo se dividem e subdividem, depois se aglutinam e se reformulam em uma velocidade muito grande.

    Considerando a transitoriedade dos movimentos “tribais”, penso que não são as “tribos” que seus alunos devem estudar, mas o conceito em si. Nesse caso, devem fazer uma leitura muito crítica de Michel Maffesoli, o sociólogo que observou os movimentos e “inventou” o conceito. No que se refere a conhecer melhor o “toda criatura” que deve ser evangelizada, recomendo que seus alunos trabalhem com uma pesquisa de campo, considerando uma cidade ou bairro, e fazendo entrevistas com as pessoas para descobrir o que pensam, o que esperam e o que fazem.

    Nossa pesquisa na AMME não se refere às “tribos urbanas”, elas mudam tão rápido que não há como estudá-las. Nossa pesquisa se concentra na neurologia do adolescente e em determinantes sociais (pós-modernidade) que motivam e impulsionam o evento das “tribos”.

    Seu para evangelizarmos o mundo todo, inclusive as tribos urbanas,

    José Bernardo
    AMME Evangelizar
    http://www.evangelizabrasil.com

Leave a Reply

You can use these HTML tags

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>